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Artigos

Uma crônica para a familia brasileira

Quando chega outubro, no sudeste desse Brasilzão, muito antes das luzes dos
carros iluminarem as rodovias paulistas, a fé já traça caminhos entre São Paulo e
o Vale do Paraíba. No século XVIII, quando três pescadores encontraram a
pequena imagem de cor escura nas águas do rio Paraíba do Sul, talvez não
imaginassem que ali nascia uma das maiores devoções do Brasil. Mas o povo
sabia: quando a história se mistura ao milagre, o tempo se encarrega de
transformar um gesto simples em tradição.
Com o passar dos anos, a fama da “Santa Aparecida” se espalhou. Primeiro em
vilas, depois em cidades inteiras. Fazendeiros, escravos, tropeiros: todos se
colocavam em marcha para agradecer, pedir ou simplesmente ver de perto
aquela imagem que, segundo diziam, protegia o povo. A romaria nasceu assim —
a passos lentos, no barro das estradas coloniais, guiada por velas e cantos.
No século XIX, quando o Brasil se tornava independente, Aparecida já era ponto
de encontro. A fé unia quem a política separava. Senhores e ex-escravos dividiam
o mesmo chão. Nem a distância nem o cansaço eram empecilhos. A devoção era
mais forte. O caminho entre São Paulo e Aparecida tornou-se um corredor de
histórias humanas.
Com a República e o crescimento das ferrovias, as romarias se multiplicaram.
Trem cheio de fiéis, terço na mão, promessas no olhar. Em 1904, a imagem
recebeu a coroa oficial. Em 1929, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada
Padroeira do Brasil. Não era mais apenas uma devoção local — era patrimônio
nacional. E em cada romaria, tinha-se mais um capítulo vivo dessa memória.
Hoje, quando os romeiros de todo o Brasil caminham em direção à Basílica, não
seguem apenas uma rota geográfica. Eles repetem um gesto de séculos. Cada
passo é memória. Cada canto é herança. Cada olhar uma esperança que mira
uma imagem de devoção e a devoção faz milagres, não precisa ser pela imagem,
que seja pela fé, que seja pela mãe de Jesus, eu acredito e isso me basta
Porque Aparecida não é apenas um destino geográfico. É um percurso histórico.
Um traço profundo na identidade brasileira. Um mistério, talvez…
Viva! Nossa Senhora Aparecida, protetora de todos os brasileiros e brasileiras!
Tony Santos – 12 de outubro de 2025

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